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Colheita da soja, janela do milho, mix da cana e cenário geopolítico estão entre as variáveis que podem mexer com o agro neste mês.

1. Avanço da colheita

Monitorar de perto o ritmo da colheita no Brasil. Com a produção brasileira reestimada para cima pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) devido ao clima favorável, espera-se uma safra recorde. Fevereiro é crucial para observar se a entrada desse grande volume físico no mercado continuará pressionando os preços domésticos, que já acumularam queda de 10,6% no último mês.

2. Janela de plantio da safrinha de milho

Com a colheita da soja em curso, fevereiro é o mês decisivo para o plantio da 2ª safra de milho no Brasil. A estimativa para a safra total é de 138,9 milhões de toneladas. O atraso ou sucesso no plantio dentro da janela ideal determinará o potencial produtivo e a vulnerabilidade a geadas ou secas futuras, influenciando as cotações, que já caíram 4% em janeiro. Quanto será plantado de área?

3. Desenvolvimento da safra de cana e mix de produção

No setor sucroenergético, acompanhar a recuperação do nível do ATR, que teve queda de 2,2% na safra atual. O foco estará no mix de produção das usinas. Embora o açúcar tenha caído 5,2% no mês, o etanol hidratado mostrou recuperação de 5,5% nas usinas, o que pode alterar a estratégia de moagem em 2026/27. O valor do ATR parou de cair.

4. Demanda chinesa e logística de exportação

Avaliar o apetite chinês pelos grãos brasileiros. Qualquer alteração na sua demanda pós-Ano Novo Chinês (que ocorre em fevereiro) impactará os prêmios de exportação. A logística de escoamento da safra recorde também será um ponto de atenção para evitar gargalos que encareçam o frete.

5. Cenário geopolítico global e impactos no agro

A postura de Trump tende a deslocar a procura chinesa por grãos para o Brasil. Já a instabilidade na Venezuela e as tensões na Groenlândia elevam a importância estratégica brasileira como fornecedor estável, o que pode abrir oportunidades e mercados ao Brasil. Observar o movimento de valorização do câmbio.

Por Marcos Fava Neves

Original de Agro Estadão

Jurídico, Gestão, Inovação e Tecnologia são os quatro pilares de consultoria e assessoria no Agronegócio da Foraster Agrointeligência.

Contato@foraster.com.br

Foraster.com.br

Cinco Fatos do Agronegócio Brasileiro Para Observar em Fevereiro

Colheita da soja, janela do milho, mix da cana e cenário geopolítico estão entre as variáveis que podem mexer com o agro neste mês.

1. Avanço da colheita

Monitorar de perto o ritmo da colheita no Brasil. Com a produção brasileira reestimada para cima pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) devido ao clima favorável, espera-se uma safra recorde. Fevereiro é crucial para observar se a entrada desse grande volume físico no mercado continuará pressionando os preços domésticos, que já acumularam queda de 10,6% no último mês.

2. Janela de plantio da safrinha de milho

Com a colheita da soja em curso, fevereiro é o mês decisivo para o plantio da 2ª safra de milho no Brasil. A estimativa para a safra total é de 138,9 milhões de toneladas. O atraso ou sucesso no plantio dentro da janela ideal determinará o potencial produtivo e a vulnerabilidade a geadas ou secas futuras, influenciando as cotações, que já caíram 4% em janeiro. Quanto será plantado de área?

3. Desenvolvimento da safra de cana e mix de produção

No setor sucroenergético, acompanhar a recuperação do nível do ATR, que teve queda de 2,2% na safra atual. O foco estará no mix de produção das usinas. Embora o açúcar tenha caído 5,2% no mês, o etanol hidratado mostrou recuperação de 5,5% nas usinas, o que pode alterar a estratégia de moagem em 2026/27. O valor do ATR parou de cair.

4. Demanda chinesa e logística de exportação

Avaliar o apetite chinês pelos grãos brasileiros. Qualquer alteração na sua demanda pós-Ano Novo Chinês (que ocorre em fevereiro) impactará os prêmios de exportação. A logística de escoamento da safra recorde também será um ponto de atenção para evitar gargalos que encareçam o frete.

5. Cenário geopolítico global e impactos no agro

A postura de Trump tende a deslocar a procura chinesa por grãos para o Brasil. Já a instabilidade na Venezuela e as tensões na Groenlândia elevam a importância estratégica brasileira como fornecedor estável, o que pode abrir oportunidades e mercados ao Brasil. Observar o movimento de valorização do câmbio.

Por Marcos Fava Neves

Original de Agro Estadão

Jurídico, Gestão, Inovação e Tecnologia são os quatro pilares de consultoria e assessoria no Agronegócio da Foraster Agrointeligência.

Contato@foraster.com.br

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